sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Rascunho.



No branco do papel resolvi escrever, o que me desatina, que me faz sofrer, responder as questões ser, o que ser?
No branco do papel fiz um refugio, do bem e do mal, dos quais sempre fujo, manchei minha alma, tornei-me homem sujo.
No branco do papel senti preconceito, de não aceitar a mim mesmo, de ser imperfeito, e de no outro buscar meus defeitos.

Na cor que deu vida ás palavras encontrei alegria, nas belas negras letras que mostraram a magia, que na mistura de tudo é possível criar sinergia.

Descobri na mistura a realidade, tudo é colorido, muda com a intensidade, dos reflexos de luz que trazem varias tonalidades.

Na mistura da vida me senti completo, senti o gosto sublime do amor e do afeto, senti o calor da vida na mistura manifesto.

No colorido da alma rompi as barreiras, não coube no papel derramou pelas beiras, inundou o planeta quer queira ou não queira.
No papel colorido eu não escrevi, não couberam palavras apenas vivi, envolveu minha angustia tornei-me feliz.

No mundo eu vivo, e ei de viver, no papel eu não vivo e ei de me esconder, então vivo primeiro pra depois escrever.
No papel sem vida agora coloco, o colorido das misturas e não me equivoco, em pensar ser o mundo apenas um bloco.
Descobri um segredo e vou espalhar, aos quatro cantos por todo o lugar, amar o diferente é se amar.

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