segunda-feira, 25 de março de 2013

Centro do Universo



NEM SEMPRE O SOL É O CENTRO DO UNIVERSO
TUDO QUE ESTÁ PERTO, REPRESENTA DESEJOS INCERTOS

INCONSISTÊNCIA DE AÇÕES, DESPERTAM SONHOS E EMOÇÕES
OS OLHOS QUE SE CRUZAM, NÃO REPRESENTAM DECISÕES

A INCONSISTÊNCIA DA NOITE LIBERTA PROCURAS POR TODOS OS LUGARES
A CAÇA INDISCRIMINADA, SEM SENTIDOS, SEM VONTADES

O SOM BAIXO DE CANÇÕES, QUE NÃO SE ESCUTA
MULTIPLICIDADE DE FUNÇÕES, FUGA DA LABUTA

FALSIDADE, FALSEIO, VAZIOS NO CORAÇÃO
EUFORIA, LIBERDADE, DESEJOS, ILUSÕES

quinta-feira, 14 de março de 2013

Indistinção



Duvidas e certezas, parecem tão iguais, indistintas
Caminhos sinuosos ladeado de sombra e sol

Folhas desprendem-se e pairam no ar
Futuro incerto, presente inconstante

Pontes que ligam algum lugar a lugar nem um
Um lugar para recostar-se

Passo pós passo, pensamento pós sentimento
O inverso também é verdadeiro

Verde com manchas, amarelas, comuns, azuis, raras
Não só diante dos olhos, algumas se abrem na imaginação

Tranquilidade, satisfação, solidão, suspiros solitários
Sentir, muito além de letras, escrever, apenas palavras

Amor, gostar, admirar, apreço, carinho
Ódio, paixão, duvidas e certezas

segunda-feira, 4 de março de 2013

Visitas



Raiou em minha porta! E o brilho permaneceu;
Poderia o Sol produzir espetáculo tão individual?

Conseguiria o encanto romper o isolamento?
Sal, pimenta, tempero, sorrisos e condimentos.

Imaginação, voava ao vento em meio aos cabelos;
Sutis, castanhos e libertos, pendendo sob os ombros da ternura;

A ceia está posta, não se escutam perguntas;
Encontram-se resposta;

É mais simples do que aparenta;
Em meus ouvidos risadas embalam uma musica lenta;

Perdido em meio a palavras desconexas;
O sabor marcante do chocolate, doce e amargo, como a alma de quem o degusta;

Olhos dançam, se escondem e se cruzam;
Não desviam, se perdem em silêncios profundos;

No vermelho cintilante divaga imaginação;
As rendas que contornam os caminhos da perdição;

O brilho das estrelas não apaga o entardecer;
As noites nem sempre terminam, nas grades do portão;

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

NOTA DE REPUDIO AO DEPUTADO JONAS LIMA


Eu, Cesário Campelo Braga, membro da direção estadual da Juventude do PT, militante do Partido dos Trabalhadores, torno público meu repúdio e indignação diante a declaração do deputado estadual do Jonas Lima, que no dia 22/02, durante agenda oficial do Partido dos Trabalhadores, no município de Epitaciolândia, rotulou companheiros da juventude do PT de “juventude Fascista”, imputando a essa juventude militante, de esquerda, socialista, democrática e de massas, termo pejorativo, em discordância com tudo aquilo que a JPT e o Partido dos Trabalhadores têm por mais valioso, suas ideologias para a construção de um socialismo democrático e libertário.

Compreendo que o citado deputado possa não saber que o fascismo é um modelo de organização de extrema direita, que tem como características o totalitarismo,  nacionalismo, anticomunismo, militarismo, violência, xenofobismo e preconceito em suas mais diversas matizes, considerando inferiores negros, homossexuais, ciganos, judeus, além de defender a submissão das mulheres aos homens. Desta forma, espero que o mesmo possa reavaliar sua opinião acerca da juventude do PT e junto com os jovens da esquerda possa ajudar a sociedade a continuar caminhando rumo a um modelo de vida mais democrático, justo, igualitário e libertário, assim como os militantes do Partido dos Trabalhadores e sua juventude vem buscando em todas as suas experiências no parlamento, no executivo, nos movimentos sociais e nas mais diversas esferas da sociedade.

Cesário Campelo Braga
Militante do Partido dos Trabalhadores, de esquerda e socialista.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal de verdade


Entra ano e sai ano, vejo pessoas reclamando das festividades do Natal. Alguns dizem que se sentem tristes, outros que “odeiam” as festas de confraternização, outros que consideram hipocrisia as pessoas se abraçarem num dia e agirem maldosamente nos outros. Há também aqueles que sentem a falta de algum ente querido e a festividade os deixam deprimidos. Compreensível, mas não justificável.

A todas essas pessoas, por mais que tenham alguma razão em seus pontos de vista, falta-lhes compreender o verdadeiro sentido do Natal. Nos tempos atuais, infelizmente, perdemos esse entendimento e nos deixamos contagiar pela preocupação com comida, bebida, presentes, compras, viagens, 13º. salário e com a posterior dívida que isso vai gerar no ano seguinte. Evidentemente, não estamos fora do mundo e não podemos evitar tudo isso, mas não se pode desanimar em função desses fatores e botar a culpa no Natal.

É fácil reclamar da falsidade das relações. Difícil é exercitar o perdão e aceitar que, pelo menos uma vez no ano, as pessoas tentam se entender. É fácil reclamar daquela tia chata que só aparece uma vez por ano na sua casa para dizer “como você cresceu!” e perguntar se você está namorando, difícil é ser aquela pessoa que sai do comodismo para visitar os parentes que não vê quase nunca. É fácil culpar o Papai Noel pelo consumismo desenfreado e pelas lojas lotadas. Difícil é entender que presentes são sinais de amor e carinho e não uma obrigatoriedade exigida por um dia qualquer. Por fim, não é fácil sentir saudades de um parente que se foi. Mas é fácil elevar os olhos ao céu e entoar uma oração de agradecimento por ele ter feito parte da sua vida.

O Natal existe para ser alegria. É a festa do nascimento de Jesus! Um Deus que se diminui ao nível do homem para que o homem se eleve ao nível divino. É de uma grandeza tão grande que nem dá pra compreender em sua totalidade. Talvez por isso nossas dúvidas e desgostos nesta data. No entanto, na medida em que vamos vivenciando o Natal, abrindo o coração e nos deixando contagiar pela imagem do presépio, vamos entendendo que, por mais que hajam problemas, eles são pequenos diante da singeleza que esta data nos traz.

Por fim, não há coração, por mais duro que seja, que não se encante com o brilho no olhar de uma criança ao ganhar um presente de Natal. Sim, é verdade que há os brilhos apagados, de crianças que passam a data sem um único presente. Mas aí fica a pergunta: será que você não poderia modificar isso, ao invés de colocar a culpa no Natal e nas outras pessoas? Na medida em que somos protagonistas da felicidade alheia, ela nos contagia e nos tornamos felizes também. Faça a experiência.

Retirado do blog -  mutantexis.wordpress.com

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Coletivo Individual



No ponto que passa vazio
O balanço que embala o sono
Transporte de massa
Os olhos que caçam
Um rosto familiar

O silencio rompido
O estridente som do pedido de parada
No fundo sentado
Um estranho ao meu lado
Que reclama do calor

Rotos sem expressão
Talvez apenas apreensão
A vontade eminente de chegar em casa
A despedida aguardada
Essa é minha parada
Ate amanhã de manhã!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A DEMOCRATIZAÇÃO DO ESTADO



Entre as mudanças no cenário internacional está a alteração da correlação de forcas no plano militar. Ao passar de um mundo bipolar, marcado pelo relativo equilíbrio entre dois campos, para um mundo unipolar sob hegemonia imperial norte americana, a superioridade militar deste campo, com suas projeções sobre todas as regiões e países do mundo, se impôs.

As guerrilhas centro-americanas – Guatemala e El Salvador – se deram conta dessas transformações e da inviabilidade de repetir a experiência nicaraguense, reciclando-se então para o campo politico institucional, mediante planos de paz.

Nesse novo quadro, interessa aos EUA e a seus aliados nacionais, militarizar os conflitos, para impor o plano onde tem maior superioridade. As invasões do Iraque e do Afeganistão, os bombardeios na Líbia, as tentativas de impor soluções militares na Síria e no Irã, fazem parte desse quadro.

No plano nacional, se um movimento ou partido militariza sua luta, será massacrado, pela desigualdade enorme na relação de forcas no plano militar. Na Colômbia também estão se impondo negociações de paz.

Isto significa que resta ao campo popular a democratização dos Estados, dentre as quais a de refundação de Estados – como no caso da Bolívia e do Equador – faz parte. Para isso é necessário ocupar espaços dentro do Estado, para transformá-lo, para democratizá-lo.
Para isso é essencial eleger bancadas de parlamentares vinculados aos movimentos populares. Facilitado pelo financiamento privado das campanhas – mas também pela falta de prática dos movimentos populares de elegerem suas bancadas -, o Congresso é o reflexo invertido do que é a sociedade. Basta dizer que há uma enorme bancada do agronegócio e apenas 2 ou 3 representantes dos trabalhadores rurais.

Com isso, embora as forças conservadoras não possam ganhar a presidência da República, se entrincheiram no Congresso, exercendo um papel de veto em temas fundamentais, como a democratização dos meios de comunicação, as legislações sobre meio ambiente, sobre a jornada de trabalho, entre outros temas.

A forma de consolidar a hegemonia da esquerda é obtendo maioria no Parlamento, o que só é possível com uma banca representativa dos movimentos populares no Congresso.
 
Emir Sader