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terça-feira, 25 de março de 2014

Solidariedade e oportunidade

Balsa de Combustível em Porto Acre 

A cada dia que passa, fico mais orgulhoso do povo acreano, nos momentos difíceis, como o que estamos passando, a solidariedade e preocupação com o outro tem sido sua marca, demonstrada nos pequenos gestos como o ato de partilhar informações.

É notório os esforços que vem sendo empreendidos pelo governo do estado, prefeitura e governo federal para assegurar o abastecimento da cidade com os produtos mais essenciais, é certo que o povo acreano e nossa economia vão sair fortalecidos desse processo.

Foi durante os momentos difíceis que Portugal buscou novos caminhos comerciais e desvelou o Brasil para o mundo. E nesse momento nós do Acre descobrimos de forma plena a importância da BR364, da ligação Rio Branco Cruzeiro do Sul, da rota do pacifico, e da importante malha fluvial existente.

Já são apontadas novas rotas fluviais e debates como o da construção da ferrovia transoceânica colocam-se na ordem do dia. Além de novas rotas, novos parceiros e relações apresentam-se, uma janela de oportunidade para o povo do Acre, que a contra gosto de muitos e contrariando a lógica global da divisão da produção, permanece solido e em crescimento.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal de verdade


Entra ano e sai ano, vejo pessoas reclamando das festividades do Natal. Alguns dizem que se sentem tristes, outros que “odeiam” as festas de confraternização, outros que consideram hipocrisia as pessoas se abraçarem num dia e agirem maldosamente nos outros. Há também aqueles que sentem a falta de algum ente querido e a festividade os deixam deprimidos. Compreensível, mas não justificável.

A todas essas pessoas, por mais que tenham alguma razão em seus pontos de vista, falta-lhes compreender o verdadeiro sentido do Natal. Nos tempos atuais, infelizmente, perdemos esse entendimento e nos deixamos contagiar pela preocupação com comida, bebida, presentes, compras, viagens, 13º. salário e com a posterior dívida que isso vai gerar no ano seguinte. Evidentemente, não estamos fora do mundo e não podemos evitar tudo isso, mas não se pode desanimar em função desses fatores e botar a culpa no Natal.

É fácil reclamar da falsidade das relações. Difícil é exercitar o perdão e aceitar que, pelo menos uma vez no ano, as pessoas tentam se entender. É fácil reclamar daquela tia chata que só aparece uma vez por ano na sua casa para dizer “como você cresceu!” e perguntar se você está namorando, difícil é ser aquela pessoa que sai do comodismo para visitar os parentes que não vê quase nunca. É fácil culpar o Papai Noel pelo consumismo desenfreado e pelas lojas lotadas. Difícil é entender que presentes são sinais de amor e carinho e não uma obrigatoriedade exigida por um dia qualquer. Por fim, não é fácil sentir saudades de um parente que se foi. Mas é fácil elevar os olhos ao céu e entoar uma oração de agradecimento por ele ter feito parte da sua vida.

O Natal existe para ser alegria. É a festa do nascimento de Jesus! Um Deus que se diminui ao nível do homem para que o homem se eleve ao nível divino. É de uma grandeza tão grande que nem dá pra compreender em sua totalidade. Talvez por isso nossas dúvidas e desgostos nesta data. No entanto, na medida em que vamos vivenciando o Natal, abrindo o coração e nos deixando contagiar pela imagem do presépio, vamos entendendo que, por mais que hajam problemas, eles são pequenos diante da singeleza que esta data nos traz.

Por fim, não há coração, por mais duro que seja, que não se encante com o brilho no olhar de uma criança ao ganhar um presente de Natal. Sim, é verdade que há os brilhos apagados, de crianças que passam a data sem um único presente. Mas aí fica a pergunta: será que você não poderia modificar isso, ao invés de colocar a culpa no Natal e nas outras pessoas? Na medida em que somos protagonistas da felicidade alheia, ela nos contagia e nos tornamos felizes também. Faça a experiência.

Retirado do blog -  mutantexis.wordpress.com