quinta-feira, 14 de agosto de 2008

CACHOEIRA

Para Anne Caroline
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Assim como a vida que renasce a cada manhã com um novo raiar do sol, meu amor por você renova-se e multiplica-se, ao ponto de não caber mais apenas no meu coração.
É um sentimento que cresce de forma exponencial, ocupando cada espaço de meu ser, nasce no mais profundo de minha alma e explode em cada palavra que verte de meu coração. Com a violência de uma cachoeira, que flui dos mais altos montes corre por sinuosos rios ate deságua num mar de felicidade que preenche toda a terra.
Não podendo conter tamanha força em meu peito vejo-me obrigado apenas a deixar correr, correr para o infinito, onde quem sabe na imensidão do espaço este se dissipe!
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Amor e a sobrevivência da confiança!

Toda a discussão acerca do fato de o homem amar ou não amar recai não no homem em quanto gênero, fêmea Macho, mas enquanto espécie é sabida que a espécie é um conjunto de elementos que apresentam determinadas características semelhantes do ponto de vista genético, mas que apresentam enormes diferenças ocasionadas por sua formação no que se refere à conduta, seu modus operandi..
É essa sim, a espécie humana, que apresenta uma dificuldade em relacionar-se, prova maior não há que a imposição de regras para o convívio, esse espécime assim como a grande maioria dos animais presa primeiro pela sua individualidade e por um conjunto de regras culturalmente internalizadas nele, nesse período da civilização a cultura apregoa a não necessidade de uma ligação afetiva para o relacionamento, fato que termina sendo replicado, e afeta uma grande maioria de indivíduos que incorporam em seu senso comum, que isso é uma verdade irrefutável, porém relegam que mesmo em uma formação dominante, onde temos os meios de comunicação e o convívio como moldes para a formação de conduta e caráter social, ainda a certos valores que são respeitados por grupos que preferem não seguir o que é pregado por essa cultura, mas procuram assentar suas crenças no respeito mutuo e no amor, acredito que o primeiro e produto do segundo.
Logo posso afirma categoricamente que sempre encontraremos homens e mulheres que amam que ainda não tiveram a magia do amor apagada de suas vidas, acredito que experiências ruins podem terminar influenciando indivíduos a não confiarem uns nos outros, o que provoca essa onda desmedida de casos de infidelidade e de não firmação de compromissos, mas creio também que as pessoas que acreditam no amor, ao passar por situações dessas devam ergue a cabeça e seguir em frente, é digo que é melhor morrer tentado achar alguém especial, a desistir do amor e seguir uma vida guiada por simples conveniências afirmando não existir o amor e baseando sua vida nessa filosofia. Eu acredito no amor, mas também acredito que é difícil dar um voto de confiança a alguém!
Amor gera confiança mutua!
O mundo está perdendo o amor, e junto à confiança do homem no homem.
Caminhamos mais do que nunca para uma sociedade baseada apenas em contratos que necessitam de poder coercitivo para fazer vale-los, a muito a palavra de uma pessoa representa pouca coisa nesse sistema de regras instituídas juridicamente, mas agora a vemos em declínio mesmo onde ainda não a uma jurisdição que é no coração.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A globalização/uniformização da cultura/monopólio da informação?

Sempre que penso na globalização meus olhos voltam-se para a perspectiva de uma imposição de cultura, falo em cultura por entender que ela que norteia as decisões dos homens, vista aqui como um conjunto de valores arraigados no individuo consciente e inconscientemente apreendidos, ou manutenção da cultura hegemônica, referindo-me a cultura euro-ocidental.
Como essa imposição dá-se por meio de sua replicação um dos fatores preponderantes é a questão da educação formal, dentro da educação temos uma uniformização da realidade, sem um olhar diferenciado para a realidade local, imaginando que o mundo é igual, que todos os sistemas de valores devem ser os ditados por essa cultura hegemônica, que o consumismo desenfreado e as desigualdades sociais sejam coisas normais, que indivíduos tornam-se bandido por que são dotados de ma índole, não lembrando a relação com a questão de perspectiva social de vida, chances, que é pobre porque não trabalha que se trabalhar duro pode um dia viver melhor, mas que alguns não precisam trabalhar e já gozam dessa regalia, são pacotes fechados de “educação”, onde não cabem acréscimos e devem ser seguidos a risca, como se o apreender fosse semelhante a uma receita de bolo, pega-se a historia escrita pelas classes dominantes, acrescenta-se uma pitada de matemática, um pouquinho de religião para manter o conformismo, geografia para demonstra a importância da dominação humana sobre a natureza, separa-se tudo em porções pequenas, dadas separadas, pois dentro de um mundo dito globalizado, ainda temos uma educação que faz pensar a realidade em pedaços, frações de um inteiro, quando na verdade deveríamos ver o inteiro e só depois pensar em tentar fracioná-lo, assim não escondendo nessas frações detalhes que os ligam intrinsecamente.
E esse individuo que essa educação forma é treinado para replicar esse sistema, não lhe é dado o direito de questionar, a chance de construir, contribuir, tudo que ele sabe, que aprendeu fora desse sistema, que seus pais lhe ensinaram, que as gerações de seu povo utilizavam, não passa de nada, não é conhecimento é sub-cultura deve ser abandonado, pois não é cientifico, mas o que é cientifico?, nada mais do que aquilo que a sociedade cientifica considera que o é, não questiono aqui a leis gerais da física, mas sim o porque dentro desse sistema tenho de me submeter a um empregador que me faz trabalhar 8 horas diárias e que obtém seu lucro na exploração de meu trabalho!, porque tenho de estudar a formação do continente europeu e não a do africano?, quem deu o direito para um homem ser o dono do mundo?, não uniu-se o homem em sociedade para a sobrevivência da espécie?, porque essa mesma sociedade quer acabar com ela mesma agora em beneficio de pequenos grupos de interesses!
Pensar a globalização da terra desse modo é negar a capacidade do ser humano de ser diferente, lhe dizer que os modos de aprender devem ser os mesmo para todos que somos iguais, é matar a capacidade inventiva do homem, a globalização seria um movimento ótimo se não fosse como uma imposição, esta se pensada como uma crioulização (termo utilizado por Glissant em Introdução a uma poética da diversidade, diferente da mestiçagem ele coloca a impossibilidade probabilística de saber o que vai dar, como diria Falcão de O RAPA, “...só misturando pra ver no que vai da...”) onde os vários elementos heterogêneos colocados em relação se inter-valorização, onde não há uma degradação ou inferiorizarão de nem um dentro desse mix, sem um norte ao acaso, uma “globalização natural” onde não haveria uma cultura hegemônica para que as outras fossem apenas termos acessórios, que são incluídos apenas quando convém, como acontece atualmente, seria a salvação para a terra, pois ao pensar nessa uniformização, que os intelectuais chamam de globalização, vemos o quanto esse termo é excludente, pensemos nos seus maiores pregadores.
Os USA, pregam a globalização como se fosse algo bom e que se igualariam as culturas onde os benefícios desta seriam para todos, mas vivem metendo-se nas economias menores, protegem seus produtos com subsídios, atacam sem motivo países que não seguem o seu “modelo de democracia”, a União Européia, compactua com tudo isso e pratica exatamente as mesmas modalidades de atrocidades globalizadas, ou melhor globalizantes são extremamente xenófobos e apregoam uma supremacia, cultural, eu digo a única supremacia deles è bélica!
Impressiona-me ainda o modo como essa questão de uniformização globalização atinge apenas os âmbitos que os interessam, pensemos a questão da informação, e sabido de todos o poder de libertação que a informação carrega, e o maléfico que sua manipulação dissemina, logo vemos o poder que a mídia escrita e áudio visual tem de influenciar as massas, não me refiro aqui a um simples jornaleco que faz uma política medíocre, esse também faz seu papel manipulador porem e manipulado em um âmbito maior, mas dos grandes formadores de opinião que definem as noticias em âmbito global que possuem sede em vários países que são ditos respeitáveis, estes que decidem o que o mundo pensa a respeito de determinado assunto!
Mas tenho uma esperança, a internet, que nessa perspectiva considero Lutero das mídias, quer fazer uma mudança, reforma, mostrar que nem tudo que a TV passa é verdade que nem tudo que nos é mostrado é o todo, mas assim como Lutero a net encontra a barreira da acessibilidade, nem todos no tempo de Lutero sabiam ler latim, logo as bíblias em latim não valiam nada era preciso popularizar, creio que esse é o caminho de que devemos tomar, popularizar, imaginemos o numero de pessoas que ainda são analfabetos digitais, a quantidade de indivíduos que são privados do saber, o numero de livros aos quais não temos acesso, o volume de informação que uma pequena parcela da sociedade detém, e o que eles nos dão?, os pacotes fechados!, onde eles escolhem o que devemos ou não saber, e quanto devemos pagar pra saber, respeito as leis de patentes mas entre “um” dono de uma patente e a “humanidade” não preciso dizer quem deve esta em primeiro plano.
Eu digo sim para a globalização da diferença, e não a globalização da uniformização, espero estar vivo no dia que a informação abrir os olhos da humanidade espero fazer parte desse movimento, não somos iguais, um dia nos unimos para sobreviver creio que esses tempos voltaram.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uivar de mudanças.

Finda-se mais um dia, deitada no sofá encontra-se Sofia, cabelos molhados, pele fresca exalando um perfume de maracujá, acabara de tomar um banho relaxante, após dia árduo de trabalho. Seus dedos entrelaçam-se com os de Cesar, ela fita o nos olhos, e percebe que este tem suas atenções voltadas para janela, no horizonte sopra um vento forte e continuo, que o mantém perplexo, Sofia cansada o interpela sobre o que prende sua atenção no horizonte, mas este se mantém imóvel e calado, Sofia fica mais atônita, mas, resolve abandonar seus questionamentos diante do silencio. Uma velha castanheira, balança com o uivar do vento, e repentinamente esta desaba. Em seu interior Sofia sente que algo em sua vida vai mudar, um vento deste sempre e um mal pressagio, dizia a mãe de Sofia a esta, em sua breve adolescência. Cesar permanece indiferente, mesmo com o ecoar da queda da castanheira que de certo chamou a atenção de toda cidade, por um momento ele desloca sua atenção para a castanheira, esta com suas raízes esparramadas pelo ar ainda demonstra sinal de vida, mesmo não tendo mais como suster-se Cesar não conseguindo mais conter-se deixa escapar uma lágrima que escorrendo pelo rosto vai parar em seus lábios, Sofia porem não compreende o motivo que o fizera derramá-la. Sofia tem novamente o pressentimento, com se já o soube-se a resposta, vacila ao perguntar qual o problema. Cesar enxuga o rosto levanta e sai, naquele momento Sofia já sabia que nunca mais o veria de novo. Cesar fora enfeitiçado por uma jovem chamada Diana, diferente de Sofia que possuía cabelos castanhos longos e ondulados inspirando um ar de singeleza e delicadeza a quem a observasse, Diana era uma rosa selvagem, possuía cabelos ruivos, e um olhar de pura malícia, destas que levam homens a tornarem-se simples meninos, Cesar havia a conhecido em um bar, durante uma noite chuvosa, após pequena discussão com Sofia, e esta o encantou no primeiro momento que este direccionou-lhes o olhar. Manterá uma relação dupla com Sofia e Diana por três longos meses, mas seu coração não suportava mais enganar Sofia, porem também não conseguia abandonar os afagos quentes e libidinosos que recebia de Diana. Diante desse impasse Cesar viu-se impelido a decidir, ou a paixão e lascívia de Diana, ou o amor e carinho de Sofia. Infeliz foi em sua decisão, é após três anos com Diana, descobriu que esta, não dedicava seus carinhos exclusivamente a ele, desde o primeiro dia que á havia conhecido esta já possui inúmeros outros, mas a paixão o havia cegado, e não virá a quantidade de amantes com os quais Diana mantinha relações. Agora passado três anos, parece que o encanto acabou e Cesar cai na real. Sentado em seu estúdio, falido, por suster três anos de festas e diversão intermináveis, segurando a foto de Sofia, novamente aquela lágrima lhe vem ao canto dos olhos, porem dessa vez acompanhada de varias outras e um turbilhão de sentimento, regidos pelo de perda, o de haver feito uma escolha errada, Sofia o amará, e este a trocou por um simples desejo de lascívia, uma aventura de bar, decadente e sozinho adormeceu. Cesário agora olha-se no espelho e parece não reconhecer a figura que também lhe encara, não possui mais o vigor de sua juventude, seus olhos que outrora eram tidos como ávidos e sagazes, aparenta uma cor verde opaca sem vida, seus cabelos parecem desbotar em suas têmporas, só, velho e falido, este volta seus pensamentos para Sofia, pensa em como esta deveria esta, se ela teria encontrado outra pessoa que a ame, pensou em Sofia o dia inteiro, ate que a noite caiu, pela janela este observa o luar, era noite de lua cheia, e as sobras azuis das árvores tomavam formas imprecisas, olhando aquela janela, lembrou do dia em que havia decidido fugir com Diana ao invés de ficar com Sofia, um vento forte e constante soprou ecoando pelas montanhas, como o vento daquele dia, seu telefone tocou.

Ninho vazio


Volta triste o passarinho.
Volta logo pro teu ninho.

Sozinho, sozinho.

Volta logo passarinho, volta, volta.

Buscaste no céu, nas águas e no chão, porem não encontrou.
Voltou na solidão.

Volta logo passarinho, volta, volta.

Vistes varias peruas, pavões cardeais e bem-te-vis.
Não se agradou delas, nem elas de ti.

Volta logo passarinho, volta, volta.

Em meio a sua busca pensou ter achado.
O passarinho seria esta que traria pro seu ninho.
Coitado, sozinho.

Volta triste passarinho não era sua vez.
Sozinho, sozinho,

Volta logo passarinho e destrói esse teu ninho.
Sozinho, sozinho.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Leitura de Sentimentos

No canto da sala jogado ao chão,
Ao lado de um livro a um coração,


Assim como livro velho e acabado,
O coração apresenta o mesmo estado,

No livro escrito a varias estórias,
De Reis e princesas,
Majestades e glorias,

Já no coração encontra-se escrito,
Aquilo que um dia teriam lhe dito,

Marcas do passado historias felizes,
Amores perdidos varias cicatrizes,

Nesse livro a capa não chama atenção,
Esta destruída como coração,

Mas as palavras nele gravadas,
Revelam a essência de sua alma.

Um dia eu lera esse velho livro,
Foi-me revelado o que havia escondido,

Que observando no livro, apenas a capa,
A essência deste quase me escapa.

Após a leitura veio à reflexão,
Olhei para o canto vi o coração.

Mesmo largado e não sendo bonito,
Deve ser lido assim como um livro.

terça-feira, 1 de julho de 2008

construindo uma nova historia


Grandes são as desigualdades que ainda assolam a sociedade brasileira, multiplicam-se os motivos para buscarmos a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, cientes que essa formulação de sociedade passa por um processo histórico, de formação de atores conscientes dos seus papeis dentro da sociedade, e certos que a juventude como futuro próximo e protagonista dessa sociedade, levantamos a discussão acerca da diversidade étnica que é um fator preponderante no Brasil e no mundo, quando a pauta e igualdade.
Vivemos em um mundo onde a variedade de etnias supera com folga o numero de nações, e não podemos relegar o fato de o ser humano não ser uma raça na qual os indivíduos apresentam a mesma aparência e ideologias, mas também não podemos deixar de salutar que somos uma única espécie o homo sapiens sapiens.
Todos os dias somos bombardeados com informações sobre a globalização e sobre a quebra de fronteiras, onde aparentemente caminharíamos para uma sociedade global, mas em contra partida vemos que toda essa integração apregoada por diversos meios de comunicação, não ultrapassa as barreira do mercado financeiro, freqüentes são os abusos cometidos contra indivíduos que não possuem o tipo físico e cultural correspondente aos padrões impostos por essa cultura euro-ocidental, desde as populações ditas tradicionais que são criticadas por seu modo de viver, ate as populações carentes as quais não a e dado o direito de viver.
Inúmeros são os casos que poderíamos citar referentes a essa forma de antropocentrismo, ou etnocentrismo, desde a discriminação a povos indígenas, populações ribeirinhas, referentes a intolerâncias religiosas, e ideológicas, ate o mais animal dos preconceitos que refere-se a cor da pele.
Dentro de um pais como o Brasil onde e vinculado pela mídia que não há essa forma de preconceito vivemos e vivenciamos uma grande mentira, não negamos que varias foram as conquistas obtidas pela população negra dentro dessa nação, que diga-se de passagem foi construída a vários braços dos quais grande parte eram negros, desde a lei áurea ate os dias atuais, mas mesmo dentro dessas conquistas ainda encontra-se arraigado um preconceito em grande parte da população, sabemos que isso e uma conseqüência do modo como foi ocupada e desenvolvida a nação, onde o negro não tinha representação.
Mas certos que foi construído historicamente esse preconceito, e que nunca poderemos mudar o passado, decidimos dar um novo recomeço, e construir historicamente uma nova nação onde o que conta não e a cor de minha pele, ou os trajes que visto, mas onde todos tem as mesma oportunidades.
E nos da juventude não entregaremos nossa nação como a encontramos para a próxima geração, queremos uma sociedade melhor e sabemos que somente juntos seremos capazes de construí-la.